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BIOLOGIA 3º EM



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ABORTO

O que é aborto

O aborto é a suspensão espontânea ou provocada da gravidez em suas primeiras 28 semanas, quando o feto ainda não pode viver extra uterinamente.

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Tipos de aborto


Existem 2 tipos de aborto: o provocado e o espontâneo.

Aborto espontâneo: Ocorre normalmente nos primeiros dias ou semanas da gravidez, com um sangramento quase diferente do fluxo menstrual. Há dois tipos de aborto espontâneo: o aborto iminente e o aborto inevitável.

Aborto iminente: a mulher tem um leve sangramento seguido de dores nas costas e outras parecidas com as cólicas menstruais.

Aborto inevitável: é quando tem-se dilatação do colo do útero para a expulsão do conteúdo, seguido de fortes dores e hemorragia.

Aborto provocado: é todo aquele que tem como causador um agente externo, que pode ser por um profissional ou um "curioso", por medicamentos abortivos ou chás. Este tipo de aborto é considerado delito pela maioria das Legislações e condenado pela moral Católica.


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Métodos abortivos

As técnicas mais utilizadas são:

Dilatação ou corte: uma faca em forma de foice dilacera o corpo do feto, que é retirado em pedaços.

Sucção ou aspiração: o colo do útero é imobilizado e um aparelho de sucção evacua completamente o produto da concepção.

Curetagem: o colo do útero é dilatado e com uma cureta ( instrumento de aço semelhante a uma colher) é feita uma raspagem suave do revestimento uterino, do embrião, da placenta e das membranas que o envolvem.

Drogas: muitas são as substâncias utilizadas, tais como arsênio, antimônio, chumbo, cobre, ferro, fósforo e vários ácidos e sais.

Plantas: Absinto (losna, abuteia, alecrim, algodaro, arruda, cipó-mil-homens, esperradura) e várias ervas amargas. Todas estas substâncias devem ser ingeridas em grande quantidade para que ocorra o aborto.

Esquartejamento: este tipo de morte é a mais fria. Consiste em esquartejar o feto ainda no ventre da mãe. Como qualquer ser humano ele sente dor e medo.

Retirada do líquido amniótico: esta é uma das mais lentas e dolorosas maneiras de morrer. O abortista retira o líquido amniótico de dentro do útero e coloca uma substância contendo sal. De 24 a 48 horas iniciam-se contrações e o feto é expulso como num parto normal.

Sufocamento: também chamado de parto parcial, o bebê é puxado para fora deixando apenas a cabeça dentro, já que ela é grande demais. É introduzido um tubo na sua nuca, que sugará sua massa cerbral, levando-o à morte e possibilitando a retirada do bebê.

Mini-aborto: acontece com menos de 7 semanas de gravidez, sem menstruar. O médico examina o tamanho do feto e sua posição no útero. A vagina é lavada com uma solução anti-séptica e anestesiada em três pontos. O órgão é preso por um tipo de fórceps e é introduzida uma sonda ligada a um aparelho de sucção que removerá o endométrio e os produtos da concepção.


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Depoimentos


"Lembro de uma mulher falando alto: 'Não grita! Não grita!'

Eu tinha 18 anos e um corpinho lindo, sobrancelhas grandes, cabelos compridos e escuros. Começava minha carreira de cantora no rádio. Na minha primeira relação sexual fiquei grávida. Não podia contar para ninguém. Meus pais sempre foram muito severos e naquela época era uma perversão ter relação sexual sem se casar. Contei para uma amiga, uma vizinha. Ela soube de um local onde uma mulher fazia aborto. Ela não era médica. Numa sala pequena, sem anestesia, sem medicamento nenhum, fez a curetagem. A dor era tão intensa que ameacei gritar. Jamais vou esquecer-me daquela voz falando em tom alto e áspero para eu calar a boca. Voltei para casa e tive hemorragia por vários dias. Acabei em um hospital. Estava muito doente. Minha família nunca soube disso e foi ruim ter de esconder. Para ser mãe a gente tem de desejar ter um filho. Ele tem direito à vida, é verdade. Mas com amor dos pais, com condições para crescer com saúde e boa educação. Quem vai garantir isso? Um Estado falido, miserável e hipócrita? A Igreja? Nem pensar. Sou católica e até hoje não me arrependo do que fiz. Hoje tenho o Marcelo, a melhor coisa que me aconteceu. Estava casada e preparada para ter um filho. Sinto-me muito feliz."

Hebe Camargo, 68 anos, apresentadora de TV



"O médico disse: 'Só vou fazer o aborto porque é um direito seu."

Era um senhor de meia-idade, simpático, que me explicou que não fazia aquilo por dinheiro. Defendia o direito de a mulher abortar sem correr riscos. Não gostaria de entregar meu corpo a um aborteiro profissional. Eu nunca entrara numa sala de cirurgia. Tinha 20 anos e fazia cursinho. Namorava havia dois anos e estudava muito para entrar na USP. Minha primeira reação quando soube que estava grávida foi ficar feliz. Mas nós não tínhamos condições financeiras. Foi uma decisão tranqüila. Eu não estava pronta para ser mãe. Mas sou louca por ter um filho."

Renata Vicentini Mielle, 25 anos, estudante da USP



"Não podia querer aquele filho. Não era fruto do amor, mas de um estupro."

Era verão de 1987, eu passava férias em Salvador. Numa noite, quando voltava sozinha para o hotel, um homem bêbado me agarrou, tirou minhas roupas à força e me estuprou. Ninguém ouviu meus gritos. Nem o meu choro. No dia seguinte, voltei para Belo Horizonte. Aquele monstro me engravidou. Eu tinha 24 anos, era divorciada e mãe de um filho de 3 anos. Fui para uma clínica no Rio de Janeiro. A única sensação que tive foi de alívio. A decisão foi madura, mas fiquei muito tempo em conflito porque, afinal, eu tinha um filho e tive uma formação católica."

Myriam Marques, 34 anos, enfermeira



"Resolvemos sair do país depois do golpe de 64. Não podíamos levar um bebê."

Eu fazia filosofia na USP, era recém-casada, tinha 22 anos e descobri que estava com dois meses de gravidez. Um médico famoso me indicou o consultório de uma médica amiga. Fui sozinha achando que não haveria problema nenhum. Meu marido tinha outro compromisso. Passei mal durante a curetagem, feita sem anestesia. A dor era forte demais e eu desmaiei. Depois de algumas horas em repouso, fui andando para casa. No caminho, vomitei e quase desmaiei outra vez. Pessoas estranhas me ajudaram. Foi horrível. Dois dias depois, estava num hospital, com hemorragia intensa. Descobri que não era tão forte para encarar tudo sozinha."

Clarice Herzog, 55 anos, publicitária



"Já tinha três filhos e usava Diu. Não podia ter uma quarta criança."

Conversei com meu marido e chegamos à conclusão de que o aborto seria a melhor coisa a fazer. Procurei meu médico e ele indicou um outro. Foi muito rápido, e, quando acordei, tudo tinha acabado. Depois disso, voltei ao meu ginecologista. Ele me examinou e estava tudo bem. A decisão foi difícil, pesou-me por um tempo. Como eu tinha outros filhos, pensava muito nisso. Mas eu tinha certeza de que queria ter somente três filhos. Além disso, não me senti culpada porque eu me protegia com o DIU. Acho que a mulher tem plenas condições de decidir o que é melhor para ela."

Pinky Wainer, 42 anos, artista plástica



"Eu era contra o aborto. Até que descobri que meu filho iria nascer muito doente."

Os exames de ultra-sonografia mostraram que o feto tinha síndrome de Turner, disfunção cromossômica que lhe garantiria sobrevida de apenas alguns dias. Quando soube, minha primeira reação foi tê-lo assim mesmo. Durante duas semanas minha vida virou do avesso. A certa altura vi que, para protegê-lo, estava sendo egoísta. Não havia motivo para prolongar o sofrimento daquele feto. Fiz o aborto com autorização judicial. A sensação de estar fazendo um aborto dentro da lei muda tudo. Mesmo arrasada, senti-me amparada, protegida.

Desirèe Zanelato, 30 anos, biomédica


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Diário de uma criança por nascer



5 de outubro

Hoje começou minha vida. Meus pais ainda não sabem disso, mas já existo. E vou ser menina. Terei cabelos louros e olhos azuis. Quase tudo já está fixado, até mesmo que irei gostar muito de flores.

19 de outubro

Alguns afirmam que não sou ainda uma pessoa real, que apenas minha mãe existe. Mas sou uma pessoa real, assim como uma migalhinha de pão ainda é realmente pão. Minha mãe é. E eu também sou.

23 de outubro

Minha boca está começando agora a se abrir. Imagine só, dentro de cerca de um ano estarei sorrindo e, depois, falando. Sei qual será minha primeira palavra: MAMÃ.

25 de outubro

Meu coração começou hoje a bater por si mesmo. De agora em diante vai bater suavemente pelo resto de minha vida, sem jamais parar para descansar! E, depois de muitos anos, ele se cansará. Parará, e então morrerei.

2 de novembro

Estou crescendo um pouco a cada dia. Meus braços e minhas pernas começam a tomar forma. Mas tenho de esperar ainda bastante tempo antes de estas perninha; me erguerem até os braços da mamãe, antes que estes bracinhos possam colher flores e abraçar o papai.

12 de novembro

Pequeninos dedos começam a formar-se em minhas mãos. É engraçado como são pequeninos! Poderei tocar com eles nos cabelos de mamãe.

20 de novembro

Foi somente hoje que o médico contou à mamãe que estou vivendo aqui, sob o coração dela. Oh, quão feliz ela deve estar! Sente-se feliz, mamãe?

25 de novembro

Mamãe e papai devem estar provavelmente pensando num nome para mim. Mas eles nem sequer sabem que sou uma menininha. Desejo que me chamem de Mariazinha. Já estou ficando tão grandinha!

10 de dezembro

Meus cabelos estão crescendo. São macios, claros e brilhantes. Fico imaginando que tipo de cabelos mamãe tem.

13 de dezembro

Estou quase prestes a poder ver. Tudo é escuro em volta de mim. Quando mamãe me trouxer ao mundo, ele será cheio de sol e de flores. Mas o que mais desejo é ver minha mamãe. Qual é sua aparência, mãezinha?

24 de dezembro

Fico imaginando se mamãe ouve o sussurro do meu coração. Algumas crianças chegam ao mundo um pouco doentes. Meu coração é forte e saudável. Ele bate tão ritmicamente: toc-toc, toc-toc. A senhora terá uma filhinha saudável, mãezinha!

28 de dezembro

Hoje minha mãe me matou.

De autoria anônima.

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Fotos de alguns métodos abortivos

Aviso:

Esta página contém fotos fortes que podem ser consideradas chocantes para algumas pessoas.

A cada 6 minutos morre uma mulher vÍ­tima de um aborto clandestino feito em más condições.





Esquartejamento




Esse tipo de morte é a mais fria. Consiste em esquartejar o feto ainda dentro do ventre da mãe. Como qualquer ser humano, ele sente dor e medo. Um feto de apenas um mês ao ser perseguido por algum objeto introduzido dentro do útero tenta desesperadamente fugir, mas não tem escapatória. Seus movimentos e a aceleração de seu pulso são sinais não só de que está vivo como também de seu instinto de sobrevivência.


Retirada do líquido a amniótico




Esta é uma das mais lentas e dolorosas maneiras de morrer: o abortista retira o líquido amniótico de dentro do útero e coloca uma substância contendo sal. Em algum tempo, a criança morrerá, será retirada de sua mãe e, finalmente, jogada no lixo.


Sucção




A foto mostra partes de um feto. Nesse tipo de aborto, o médico suga o bebê e tudo que o envolve, despedaçando-o. Uma outra maneira de deixá-lo nesse estado é dando à mãe um remédio, muitas vezes vendido em farmácias, que fará o útero expelir tudo o que estiver em seu interior.


Sufocamento




Esse método de aborto é chamado de "parto parcial". Nesse caso, puxa-se o bebê para fora, deixando apenas a cabeça dentro, já que ela é grande demais. Daí, introduz-se um tubo em sua nuca, que sugará a massa cerebral, levando-a à morte. Só então o bebê consegue ser totalmente retirado.



Um Caso Especial




O caso da foto ao lado ocorreu em 1983 nos EUA. Este bebê, pesando 3 quilos, ia ser incinerado junto com cães e gatos. Segundo a legislação americana atual, um feto pode ser morto em qualquer momento, até o nono mês de gestação, por quaisquer motivos. Matar a criança após o nascimento é considerado infanticídio. Mas, se esta classificação se aplica na verdade a todo óvulo fecundado, o que dizer do assassinato de uma criança de 9, 8 ou até mesmo 7 meses, que pode sobreviver fora do útero materno?
A face desta criança mostra uma morte muito dolorosa. E o mais impressionante: ela está com a pulseira do hospital e o corte em seu tórax lembra uma autópsia, talvez sem sentido pois deve ter sido realizada pela mesma pessoa que provocou sua morte.

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O Sonho Abortado...
"Talvez seja criminoso, também, deitar crianças ao mundo, que nunca foram desejadas e irão viver na miséria e infelizes para o resto da vida!"

Este é, de facto, o argumento recorrente de quem defende a despenalização do aborto, procurando sentimentalizar a existência de alguém, cuja vida estão prontos abreviar com uma simples e "inocente" cruzinha.

Vamos responder assim:




A imagem corresponde a um feto de 11 semanas de idade (sendo que o BE, PCP,JS e outras associações defendem o aborto livre até às 12 semanas.

Peço que leiam pacientemente este testemunho:

"Chamo-me Ana...tenho 38 anos. Hum...nasci numa família sem grandes recursos, a minha mãe era dona de casa (alguém tinha de ser, com 4 crianças para cuidar!)e o meu pai operário fabril. Eu fui a última a nascer, um imprevisto :) Ninguém contava comigo e as coisas já eram suficientemente difíceis então.

Tive de trabalhar cedo, a fazer uns biscates ao fim de semana para poder ter as minhas coisinhas, contudo, o meu pai nunca me deixou trabalhar durante a semana, dizia que enquanto pudesse trabalhar, haveria de deixar os filhos estudarem até quererem. Por isso, estudei, enquanto ía trabalhando sempre que possível.

Desde pequenina que sonhava ser médica, adorava quando ia a uma consulta e fartava-me de fazer perguntas aos médicos. Mas não me foi possível, por diversas razões. Porque é preciso estudar muito e ter notas excelentes e confesso que fui um pouco preguiçosa...Porque também não era fácil ter dinheiro para investir em livros e outras coisas naquela altura. Porque não quis abdicar de trabalhar para ter o meu lazer e isso custou horas de estudo. Porque também não tive uma família que me acompanhasse e soubesse aconselhar o suficiente...Assim, ainda cheguei a chumbar...

Contudo, aos 18 anos tive um namorado que, embora não o tivesse sido por muito tempo, me ia lembrando dessa minha ambição, desse meu sonho já posto de parte. Ele sabia o quanto gostava de saúde e de poder fazer algo mais pelas pessoas. O meu pai sempre foi diabético, a minha mãe com problemas de coluna...A saúde interessava-me pois.

Entretanto e após 2 anos ele deixou-me, preferiu uma amiga qualquer e o namoro acabou. Mas algo de bom ficou. Fiquei com a sensação que tinha de fazer algo só por mim e para mim, que queria ser mais, ir mais além. Foi então que disse aos meus pais que tinha de ser médica. Eles queriam era que eu ultrapassasse o desgosto amoroso e deram-me todo o apoio, e esse apoio foi providencial.

Depois dos meus irmãos estarem já todos casados, os meus pais tinham já mais disponibilidade para mim e então tive a coragem e a vontade de me agarrar aos livros e consegui a média suficiente para entrar em Enfermagem :)

Era o orgulho da família, a "Dra. Enfermeira" como me chamavam.

Passei tardes e noites em bibliotecas a estudar e, sem perder um ano fui-me formando.
No curso conheci o João, também hoje enfermeiro e com quem estou casada.

O meu pai já faleceu mas ainda conheceu o Tiago e o Diogo, meus filhos. O Diogo, de 6 anos, sofre de surdez moderada, andamos a ver se recupera com tratamentos, é tão meiguinho para nós...! O Tiago, de 12 anos, é um campeão de judo lá na escola e diz que quer ser enfermeiro, pasme-se!!!

Eu dou-me bem com o meu marido, juntos somos uma equipa e ultrapassamos tudo, mesmo em alturas difíceis.

A minha mãe ainda está viva e de boa saúde, cuidamos bem dela e tem muito orgulho em mim. Bem viu a força que tive de ter para conseguir alcançar os meus sonhos.

Mas devo-lhe o facto de me ter dado a vida, de se esforçar um pouco mais, de ter tido de abdicar de certos confortos. Hoje, tem 4 filhos relativamente bem sucedidos, que a adoram e que acima de tudo têm vida e a oportunidade de ser, de escolher, de agir, porque ela foi mãe.

Eu, sou feliz, porque conquistei uma carreira, uma família, um lugar no mundo, mas acima de tudo, porque tenho uma mão aberta para aqueles que me chamam, e um braço firme onde se apoia quem de mim precisa :)"


Esta é uma história abortada, nunca se passou...imaginei-a... E de uma "Ana", dos seus filhos Tiago e Diogo, ou de uma enfermeira de sucesso, apenas resta a imagem que anexei no início, o braço firme que alguém teria para dar a alguém e que nunca pôde SER, porque alguém achou que ela não ia ser feliz, ou ia atrapalhar a felicidade de alguém.

Deixo esta reflexão para que não seja à custa dos devaneios idealísticos de partidos políticos, ou das ideias facilitistas e desresponsabilizadoras de associações e grupescos, que este nosso mundo perca a miraculosa oportunidade de SER, de CRESCER, de SER FELIZ... ou até de SER INFELIZ, mas também com a oportunidade de LUTAR E ULTRAPASSAR os desafios.

Que ninguém nunca aceite o argumento de que "se é para ser infeliz mais vale não vir ao mundo",porque da força e do destino de cada um só a ele próprio e a Deus compete. Não sejamos nós os cobardes pois.

Mas que a "Ana" tinha um braço...Lá isso tinha...
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IMAGENS:






















































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